QUAIS AS POTÊNCIAS DOS ÍMÃS ??

Quando falamos sobre a “potência” de um ímã, podemos medi-la de três formas diferentes, dependendo do que queremos saber: a qualidade do material, a intensidade do campo ou a capacidade de carga.

Aqui está o que define a força de um ímã:


1. A Classificação “N” (Grau do Material)

Você já deve ter visto códigos como N35, N42 ou N52. Esse número indica o “Produto de Energia Máxima” do material (medido em MGOe).

  • N35: É o padrão mais comum. É forte e econômico.

  • N52: É o grau comercial mais potente que existe. Um ímã N52 é cerca de 30% a 50% mais forte que um N35 do mesmo tamanho.

  • Letras Extras: Se houver letras como N35SH ou N35EH, elas indicam que o ímã aguenta temperaturas mais altas sem perder a força.


2. Gauss e Tesla (Intensidade do Campo)

Isso mede a “densidade” do magnetismo na superfície do ímã ou a uma certa distância.

  • Gauss (G): Usado para medir campos menores. O campo da Terra é de ~0,5 G. Um ímã de geladeira tem ~100 G.

  • Tesla (T): Unidade do Sistema Internacional (1 Tesla = 10.000 Gauss). Ímãs de neodímio poderosos chegam a 1,2 T ou 1,4 T na superfície.


3. Força de Atração (Pull Force)

É a medida mais prática: quantos quilos o ímã consegue levantar? Essa potência depende do tamanho do ímã e do grau (N).


O que faz um ímã “perder” a potência?

  • Calor: Passar da temperatura máxima (geralmente 80°C para a série N comum) desorganiza os domínios internos.

  • Campos Opostos: Expor o ímã a um campo magnético muito mais forte e contrário pode “desmagnetizá-lo”.

Nota importante: A força de atração cai drasticamente com a distância (pelo quadrado da distância). Um ímã que puxa 10 kg em contato direto pode puxar apenas 1 kg se houver uma separação de apenas 2 mm.

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